Kassab veta Dia do Orgulho Hetero e GGB comemora

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, decidiu que não vai aprovar o Dia do Orgulho Heterossexual, projeto de autoria do verador Carlos Apolinário (PSDB). O Grupo Gay da Bahia (GGB), uma das entidades mais antigas do país a lutar pelos direitos dos LGBT, em nota enviada à imprensa neste domingo, 14, comemorou a decisão do prefeito paulista. Na nota,  o GGB diz que o projeto é descabido e uma afronta aos poucos direitos reconhecidos dos homossexuais no Brasil até o momento.

“O GGB compartilha da opinião do prefeito, através dos meios de comunicação, de que as pessoas de orientação heterossexual são maioria na sociedade, não são eles vítimas de violência, não são discriminados e nem sofrem preconceito, ameaças ou constrangimentos com base na sua orientação sexual”, diz a nota da entidade.

Em outra nota divulgada no inicio de agosto, o antropólogo Luiz Mott, fundador do GGB, mostrou-se preocupado com aprovação do projeto e declarou seu desapontamento com o partido do vereador, em permitir que o projeto do Dia do Orgulho Heterossexual fosse proposto em São Paulo, que tem uma Parada com mais de 3 milhões de pessoas (dados do evento deste ano). Mott ainda lembrou que foi o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC), o primeiro presidente a falar publicamente a palavra homossexual e a defender, em 2002, a união de pessoas do mesmo sexo.

O projeto rejeitado por Kassab, se fosse aprovado, seria considerado pelo Movimento Homossexual como um ato explicito de homofobia institucional, uma contrição ao Dia do Orgulho Gay. “Comemoramos o Dia do Orgulho Gay em 28 de junho como um dia de reflexão e de luta contra a ideologia cultural sexista e machista”, diz Marcelo Cerqueira presidente do GGB.

“Assim como o dia 8 de Março é o dia Internacional da Mulher, que tem como origem as manifestações das mulheres por melhores condições de vida e trabalho, o dia 28 de junho também tem grande significado para os homossexuais de todo o mundo”, lembra Cerqueira.

Nesse dia, em 1969, um grupo de lésbicas, travestis e gays uniram-se em torno do bar Stonewall Inn, em Nova York, para protestar contra os constantes ataques da polícia. A batalha durou três noites e acabou virando símbolo do movimento gay moderno. No ano seguinte, no dia 28 de junho de 1970, Nova York viu sua primeira parada gay, para lembrar o levante de Stonewall Inn. 

Pelo ato, o prefeito Kassab já vai figurar na lista do GGB para receber o Troféu Triangulo Rosa, que é conferido a pessoas e instituições que colaboram com a causa LGBT. O triângulo era o símbolo dos LGBT nas prisões da Alemanha Nazista, da mesma forma que a estrela amarela representava os judeus, vítimas do Holocausto.

Fonte: A Tarde On Line

Sobre Direito Homoafetivo, a Editora Revista dos Tribunais publicou as obras: Homossexualidade, Diversidade Sexual e Direito Homoafetivo e Manual de Direito das Famílias – 8ªEd.  

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