Autor Pierpaolo Bottini defende ex-deputado no processo do mensalão

O autor da obra “Lavagem de Dinheiro”,  publicado recentemente pela Editora Revista dos Tribunais, faz a defesa do ex-deputado Professor Luizinho (PT) no processo do mensalão.

Leia abaixo a reportagem de ontem no Jornal Nacional, da Rede Globo de Televisão

Defesa de petistas nega mensalão, mas admite caixa 2
No penúltimo dia da defesa dos réus do mensalão, o Supremo Tribunal Federal ouviu os advogados de ex-deputados e de um ex-ministro

No penúltimo dia da defesa dos réus do mensalão, o Supremo Tribunal Federal ouviu os advogados de ex-deputados e de um ex-ministro. A maioria deles admitiu o recebimento de dinheiro para campanha, e todos negaram ter cometido os crimes de que são acusados.

Os ex-deputados petistas João Magno, Professor Luizinho e Paulo Rocha, e a ex-assessora de Rocha, Anita Leocádia, são acusados de lavagem de dinheiro. O ex-ministro Anderson Adauto responde por corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

O advogado João Gomes Filho fez a defesa do ex-deputado Paulo Rocha, que, segundo o Ministério Público, recebeu R$ 820 mil por meio de saques feitos por intermediários no Banco Rural.

A tese da defesa foi a mesma usada por outros advogados: de que o dinheiro teve origem no caixa 2 do PT e foi usado para pagar dívidas da campanha eleitoral de 2002. Ao usar esse argumento, o advogado tenta livrar o réu do crime de que é acusado, admitindo outro, que já está prescrito.

“O dinheiro não foi para o Paulo, não foi para o diretório, foi para as contas”, afirmou João dos Santos Gomes Filho, advogado de Paulo Rocha.

Logo depois, o advogado de Anita Leocádia disse que ela fez os saques cumprindo ordens do então deputado Paulo Rocha, e que desconhecia a origem dos recursos.

A terceira defesa foi a do ex-deputado Professor Luizinho, que, segundo o Ministério Público, recebeu R$ 20 mil do esquema por meio de um assessor. O advogado Pierpaolo Bottini disse que o dinheiro não passou pelo ex-deputado, e que foi usado para pagar material da campanha de responsabilidade do assessor.

“Está se acusando o defendente de um crime grave de lavagem de dinheiro sem nenhuma comprovação. Sem nenhum elemento probatório”, disse.

O advogado de João Magno, que, segundo o Ministério Público, recebeu R$ 360 mil, disse que o dinheiro foi providenciado pelo PT, e que por isso o ex-deputado não teria motivos para desconfiar da origem dos recursos.

A defesa do ex-ministro dos Transportes, Anderson Adauto, negou os dois crimes de que ele é acusado. Disse que Adauto nunca intermediou a compra de apoio político de deputados da base aliada, e que os R$ 950 mil que ele recebeu foram para pagar dívida de campanha.

“Ele foi buscar esse recurso junto ao Partido dos Trabalhadores, junto a Delúbio Soares. Não foi buscar esse recurso junto a qualquer traficante que sugerisse que então se tratava de algo ilícito”, comentou o advogado Roberto Pagliuso.

Nesta quarta, depois que os últimos três réus apresentarem as defesas, o relator do processo do mensalão, ministro Joaquim Barbosa, vai começar a ler o voto dele.

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