Grevistas prometem ‘apagão’ no Judiciário Federal em SP nesta quarta

Servidores do Judiciário Federal em São Paulo, em greve desde 8 de agosto, prometem para esta quarta-feira (29) um “apagão” do Judiciário, com portas fechadas nos tribunais, fóruns e cartórios eleitorais no Estado.

Segundo o Sintrajud (Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário Federal no Estado de São Paulo), a paralisação vem mantendo o limite mínimo legal de 30% do quadro em serviço. […]

De acordo com o coordenador-geral do sindicato, Adilson Rodrigues Santos, o objetivo do “apagão” é aumentar a adesão à greve.

Na capital, a paralisação deve atingir os maiores tribunais federais da cidade: o fórum trabalhista Ruy Barbosa, o Tribunal Regional Eleitoral e o Tribunal Regional Federal da 3ª região.

Além da capital, são esperadas adesões da Baixada Santista, da região do ABC e de cidades como Campinas, Ribeirão Preto, Araraquara e Taubaté.

Na semana passada, manifestação semelhante foi realizada apenas no fórum trabalhista e afetou 85 das 90 varas do local.

ELEIÇÕES

Segundo Adilson Rodrigues Santos, a greve no Judiciário Federal em São Paulo atinge a Justiça Eleitoral e já atrasa o julgamento de recursos de registros de candidaturas impugnadas para as eleições municipais.

“Os processos não estão andandando, tem candidato alegando que está com a candidatura impugnada e não está conseguindo dar continuidade à campanha. Até sexta-feira (24), tinha mais de mil processos de candidaturas paralisados”, disse Santos.

Segundo o coordenador do sindicato, os setores de certificação das urnas eletrônicas também estão paralisados. “Estamos intensificando o movimento para evitar que a greve se estenda até as eleições. O risco de atrasar ou de não ter eleição aumenta a cada dia que a greve continuar”, disse.

REIVINDICAÇÃO

A greve do Judiciário Federal atinge 16 Estados. Os servidores querem a aprovação pelo Congresso de um plano de cargos e salários que promoverá um reajuste de 31% na remuneração. Segundo o sindicato da categoria, os servidores não têm aumento desde 2006.

No dia 22, os grevistas recusaram, em assembleia, uma proposta de 15,8% de reposição salarial.

Fonte: www.folha.uol.com.br

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